30 julho, 2025

Culminância do 2º Bimestre: quando o saber se veste de memória, ritmo e poesia!

Na tarde desta quarta-feira, 30 de julho, o Auditório da nossa escola se encheu de cultura, emoção e pertencimento com a culminância do 2º bimestre da atividades do Integral, que teve como tema: “Saberes sustentáveis: preservação da memória, tradição e cultura popular nordestina por meio da Literatura de Cordel.”

A proposta uniu diferentes linguagens e áreas do conhecimento, fazendo ecoar saberes ancestrais e práticas culturais que formam o coração do Nordeste. Cada apresentação, dos cordéis autorais aos momentos de música, dança e capoeira, revelou o envolvimento das turmas, o trabalho coletivo dos professores e a beleza de um projeto que valoriza a identidade de nossos alunos.

Para a professora Cláudia Janaína, o que se viu no palco foi muito mais que uma exposição de atividades: “O momento da capoeira também foi lindo e mostrou o quanto os alunos se dedicam e se engajam quando estão inseridos naquilo que gostam. As apresentações se completavam à medida que eram realizadas. Se completavam e formavam um mix de aprendizagens significativas, e o melhor, a longo prazo. Eles com certeza não esquecerão!”

É realmente, impossível esquecer! Teve cordel nas vozes das crianças, figurino inspirado na estética do folheto impresso, rodas de conversa, declamações marcantes e expressões artísticas que evidenciaram o quanto a escola pode ser um espaço de criação, escuta e valorização da cultura popular.

Nossa gestora, Silvana Mercia, destacou com emoção o espírito coletivo e o cuidado em cada detalhe: “O exemplo do trabalho em equipe e os benefícios de cuidar... sim, nós cuidamos. Foi lindo!!”

Ao final, o que ficou foi um sentimento forte de pertencimento. Alunos que se reconheceram no que fizeram e apresentaram. Professores que viram o resultado de suas mediações.

Uma escola inteira que segue firme em seu compromisso de construir saberes que não se perdem, porque nascem daquilo que somos.

Viva o cordel! Viva a cultura nordestina! Viva a escola pública que valoriza o que temos de mais nosso!

Arquitetura, sonhos e afeto: uma visita que marcou nossas crianças para sempre

Nesta última semana, vivemos na Escola Municipal Félix Araújo dois daqueles momentos que aquecem o coração e acendem ideias novas nas cabecinhas curiosas dos nossos pequenos.

Recebemos a visita do talentoso e premiado Rabi Araújo, arquiteto paraibano reconhecido por suas obras criativas, sensíveis e cheias de identidade, como sua icônica Chaise Campina, verdadeira patrona de sua trajetória no design de móveis.

Com ele, nossos estudantes dos 5ºs anos mergulharam no universo da Arquitetura e do Design, escutando histórias, vendo protótipos, reconhecendo materiais e, acima de tudo, imaginando o futuro a partir do presente. A conversa com Rabi foi mais que uma aula: foi um convite à imaginação e à valorização do desejo profissional desde a infância. Como ele mesmo escreveu em suas redes: “Não é ação social! É ação educacional. A ideia é mostrar aos alunos da rede pública de ensino como é ser um arquiteto e, na infância, mostrar que é possível conectar o desejo de uma profissão quando essas mesmas crianças crescerem!”

Além da fala inspiradora, dias depois, Rabi retornou à escola com uma surpresa recheada de carinho: a doação de exemplares da Turma da Mônica – Edição Especial do CAU/BR, uma parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Paraíba (CAU/PB), com apoio do CAU/BR e articulação do presidente Ricardo Vidal. Foram 40 gibis entregues às crianças, estimulando, de forma lúdica, o olhar para o espaço urbano, a sustentabilidade e o papel transformador da arquitetura na sociedade.

Rabi fez questão de agradecer a todos que colaboraram para tornar esse momento possível: a arquiteta Roseana Avellar, responsável por trazer os gibis até a escola; amiga e afilhada arquiteta que, mesmo morando fora do país, contribuiu para garantir os lanches da garotada.

Sua presença, também como um ex-aluno da Educação Pública, emocionou não só as crianças, mas todos os presentes. Ao revisitar o ambiente escolar com o coração cheio de memórias e generosidade, ele nos mostrou que a vida profissional também é feita de afetos e que educar é, antes de tudo, acreditar que cada criança pode construir seu próprio caminho com beleza, coragem e pertencimento.

Seguimos assim: transformando o cotidiano com experiências que inspiram, edificam e encantam!

20 julho, 2025

Formação para ESVs: mediando com empatia, escuta e intenção

Na última quarta-feira, realizamos em nossa escola uma formação dedicada a Educadoras Sociais Voluntários – ESV, com foco em um tema essencial para a construção de uma educação mais inclusiva: o papel do mediador no processo de aprendizagem.

A atividade foi cconduzida pelas professoras Helen Samara e Rosângela Diniz – nossa Tia Rosinha – a partir da apresentação "Sobre mim – mediação e cuidado na prática escolar", que guiou reflexões profundas sobre o que significa, de fato, mediar. O encontro contou com dinâmicas, trocas e estudos de caso, e teve como eixo principal a ideia de que mediar não é corrigir, impor ou substituir o estudante em suas tarefas, mas criar pontes para que ele aprenda com autonomia e dignidade.

Logo no início, os participantes vivenciaram a dinâmica “Na pele do outro”, uma experiência que os convidou a se colocarem no lugar dos estudantes com deficiência, vivenciando desafios semelhantes aos enfrentados no cotidiano escolar. Essa vivência despertou empatia e gerou perguntas potentes: Como me senti? Que estratégias me ajudaram? Como isso se conecta com meu papel como mediador(a)?

Ao longo da formação, foi reforçado que mediação é presença, não controle; escuta, não imposição. O trabalho do ESV é garantir que cada criança esteja envolvida de forma significativa nas atividades, superando barreiras sem apagar sua individualidade. Mais do que isso, é valorizar suas potencialidades, reconhecer suas formas próprias de aprender e fortalecer sua autonomia.

Estudamos também casos reais, como o de crianças com autismo, paralisia cerebral ou Síndrome de Down, refletindo sobre os desafios e construindo coletivamente estratégias para favorecer sua inclusão. Foi um momento rico de troca entre profissionais que, todos os dias, atuam com dedicação, criatividade e afeto.

Finalizamos com a certeza de que o mediador é um elo essencial entre o aluno e o conhecimento! É alguém que cuida, acolhe e, acima de tudo, acredita nas possibilidades de cada criança.

Aprender com as mãos na terra: uma vivência de cuidado, natureza e descobertas

Hoje, a turma do 4º ano do Ensino Integral, da professora Indianara Cabral, viveu uma experiência especial de aprendizagem em nossa escola. ...