16 setembro, 2025

Encontro com as raízes: aprendendo com o saber indígena Baré

Hoje, nossos estudantes do 5º ano, sob a orientação de Tia Mere, Tia Giseuda e Tia Neide, recebemos a visita de Txipa, nome de origem do convidado especial que, no registro civil, se chama Zélio Tertuliano. Pertencente ao povo Baré, do Rio Negro, Txipa compartilhou com nossas crianças um pouco de sua história, sua cultura e sua visão de mundo.

Ele nos explicou que não vive em aldeia, mas em comunidade indígena, e que sua própria trajetória reflete a diversidade do Brasil: é fruto da mistura de Lapassos e Baré. Essa vivência híbrida, que une tradições ancestrais e cotidiano urbano, mostra como a identidade indígena é viva, plural e em constante transformação.

Durante a conversa, os alunos puderam conhecer palavras, costumes e saberes de um povo que carrega, em cada gesto e narrativa, a força de milhares de anos de história. Mais do que aprender sobre rituais ou lendas, a turma entendeu que os povos originários não pertencem apenas ao passado, mas estão presentes, ativos e imprescindíveis para compreendermos o Brasil de hoje.

Refletir sobre os povos indígenas é também pensar sobre respeito, preservação cultural e sustentabilidade. Cada fala de Txipa nos lembrou que a terra, a água e os recursos naturais são bens que precisam ser cuidados com sabedoria; algo que os povos originários nos ensinam há séculos.

Encontros como este ampliam horizontes e reforçam nosso compromisso com uma educação que valoriza a diversidade, a ancestralidade e o diálogo intercultural. As crianças saíram com perguntas, encantamento e a certeza de que conhecer a história de quem veio antes de nós é fundamental para construir um futuro mais justo e consciente.

15 setembro, 2025

Setembro Amarelo: acolhimento, diálogo e cuidado com a vida

Hoje nossa escola viveu um momento de grande sensibilidade e aprendizado. Recebemos a visita de professores e alunos da Escola Adventista de Campina Grande, que vieram compartilhar conosco uma atividade especial dedicada à saúde mental, em sintonia com a campanha Setembro Amarelo.

O encontro foi marcado por conversas, dinâmicas e reflexões que reforçaram a importância de falar sobre os sentimentos, de reconhecer quando precisamos de ajuda e, principalmente, de valorizar a vida. A presença da equipe visitante trouxe acolhimento e empatia, abrindo espaço para que nossas crianças e educadores pudessem se expressar e compreender melhor o tema.

O Setembro Amarelo é um movimento nacional de prevenção ao suicídio e promoção da saúde mental. É um convite para que toda a sociedade rompa o silêncio, incentive o diálogo e pratique o cuidado com o próximo. Falar de saúde mental não é apenas necessário, é urgente: crianças, jovens e adultos precisam saber que não estão sozinhos, que pedir ajuda é um ato de coragem e que cada vida tem um valor único.

Aqui em Félix Araújo, acreditamos que a educação vai muito além do currículo formal. Acolher iniciativas como esta é parte do nosso compromisso de formar cidadãos conscientes, empáticos e solidários. Momentos de partilha como o de hoje ensinam que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo, e que pequenas atitudes de escuta e apoio podem salvar vidas. Porque falar é a melhor forma de prevenir.

12 setembro, 2025

Oficina de Fuxico: aprendizados que costuram saberes, afetos e pertencimento

Hoje nossa escola viveu mais um daqueles momentos especiais que dão vida ao projeto “Retalhos, Memórias e Sustentabilidade” e tornam a aprendizagem ainda mais significativa.

Realizamos uma Oficina de Fuxico, conduzida com carinho e dedicação por Maria, nossa colaboradora, que compartilhou seu saber manual e sua sensibilidade com os estudantes.

Participaram da oficina os alunos das turmas do 4º ano A e do 5º ano A, sob a mediação das professoras Cláudia e Giseuda. O resultado foi uma tarde riquíssima: cores, tecidos e pontos de linha se transformaram em símbolos de memória e identidade, mostrando que a prática artesanal pode ser também uma poderosa estratégia pedagógica.

Mais do que uma atividade manual, a oficina revelou a força de uma aprendizagem com significado e pertencimento, onde cada participante se percebe como parte ativa de uma coletividade. Nesse processo, não apenas os alunos, mas toda a comunidade escolar se vê protagonista de uma experiência que une tradição, cultura e criatividade.

Seguimos costurando, juntos, não apenas fuxicos de tecido, mas laços de saber, afeto e identidade que fortalecem a nossa escola.

23 agosto, 2025

Jogada de Mestre: nossos pequenos brilham no 4º Torneio de Xadrez!

Hoje à tarde foi dia de estratégia, concentração e muito teste pro coração dos pais no 4º Torneio de Xadrez do Programa Jogada de Mestre, uma iniciativa pioneira da Secretaria de Educação de Campina Grande. Mais de 150 estudantes da Rede Municipal se reuniram no Parque da Criança, ao lado de colegas da rede estadual e privada, para viver a experiência do torneio e provar, na prática, o quanto o xadrez transforma o olhar dos estudantes sobre o aprender.

O torneio faz parte de um projeto maior que já alcança mais de 2 mil alunos. Meninos e meninas estão descobrindo no tabuleiro um novo caminho para desenvolver foco, concentração e raciocínio lógico: competências que reverberam diretamente dentro da sala de aula, melhorando o desempenho e a postura diante dos desafios escolares.

E temos motivo de sobra para comemorar: a Escola Municipal Félix Araújo voltou para casa com medalha! Na categoria infantil, nosso talento João Kerensky (5º ano) conquistou o 3º lugar, resultado do empenho, da disciplina e do entusiasmo que ele e tantos outros estudantes têm demonstrado nas aulas e nos treinos.

Nossa professora de Xadrez, Jéssica Sonaly, declarou-se muito orgulhosa do desempenho do João e também ressaltou o esforço das meninas: “As meninas também avançaram bem na competição, porém a categoria delas estava difícil.”


Parabéns a João e a todos os participantes por representarem tão bem nossa escola. A experiência mostra que investir em programas como o Jogada de Mestre é investir em desenvolvimento integral: formar estudantes mais atentos, confiantes e preparados para construir caminhos de sucesso.

E que venham os próximos torneios e mais medalhas e aprendizagens!

30 julho, 2025

Culminância do 2º Bimestre: quando o saber se veste de memória, ritmo e poesia!

Na tarde desta quarta-feira, 30 de julho, o Auditório da nossa escola se encheu de cultura, emoção e pertencimento com a culminância do 2º bimestre da atividades do Integral, que teve como tema: “Saberes sustentáveis: preservação da memória, tradição e cultura popular nordestina por meio da Literatura de Cordel.”

A proposta uniu diferentes linguagens e áreas do conhecimento, fazendo ecoar saberes ancestrais e práticas culturais que formam o coração do Nordeste. Cada apresentação, dos cordéis autorais aos momentos de música, dança e capoeira, revelou o envolvimento das turmas, o trabalho coletivo dos professores e a beleza de um projeto que valoriza a identidade de nossos alunos.

Para a professora Cláudia Janaína, o que se viu no palco foi muito mais que uma exposição de atividades: “O momento da capoeira também foi lindo e mostrou o quanto os alunos se dedicam e se engajam quando estão inseridos naquilo que gostam. As apresentações se completavam à medida que eram realizadas. Se completavam e formavam um mix de aprendizagens significativas, e o melhor, a longo prazo. Eles com certeza não esquecerão!”

É realmente, impossível esquecer! Teve cordel nas vozes das crianças, figurino inspirado na estética do folheto impresso, rodas de conversa, declamações marcantes e expressões artísticas que evidenciaram o quanto a escola pode ser um espaço de criação, escuta e valorização da cultura popular.

Nossa gestora, Silvana Mercia, destacou com emoção o espírito coletivo e o cuidado em cada detalhe: “O exemplo do trabalho em equipe e os benefícios de cuidar... sim, nós cuidamos. Foi lindo!!”

Ao final, o que ficou foi um sentimento forte de pertencimento. Alunos que se reconheceram no que fizeram e apresentaram. Professores que viram o resultado de suas mediações.

Uma escola inteira que segue firme em seu compromisso de construir saberes que não se perdem, porque nascem daquilo que somos.

Viva o cordel! Viva a cultura nordestina! Viva a escola pública que valoriza o que temos de mais nosso!

Arquitetura, sonhos e afeto: uma visita que marcou nossas crianças para sempre

Nesta última semana, vivemos na Escola Municipal Félix Araújo dois daqueles momentos que aquecem o coração e acendem ideias novas nas cabecinhas curiosas dos nossos pequenos.

Recebemos a visita do talentoso e premiado Rabi Araújo, arquiteto paraibano reconhecido por suas obras criativas, sensíveis e cheias de identidade, como sua icônica Chaise Campina, verdadeira patrona de sua trajetória no design de móveis.

Com ele, nossos estudantes dos 5ºs anos mergulharam no universo da Arquitetura e do Design, escutando histórias, vendo protótipos, reconhecendo materiais e, acima de tudo, imaginando o futuro a partir do presente. A conversa com Rabi foi mais que uma aula: foi um convite à imaginação e à valorização do desejo profissional desde a infância. Como ele mesmo escreveu em suas redes: “Não é ação social! É ação educacional. A ideia é mostrar aos alunos da rede pública de ensino como é ser um arquiteto e, na infância, mostrar que é possível conectar o desejo de uma profissão quando essas mesmas crianças crescerem!”

Além da fala inspiradora, dias depois, Rabi retornou à escola com uma surpresa recheada de carinho: a doação de exemplares da Turma da Mônica – Edição Especial do CAU/BR, uma parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Paraíba (CAU/PB), com apoio do CAU/BR e articulação do presidente Ricardo Vidal. Foram 40 gibis entregues às crianças, estimulando, de forma lúdica, o olhar para o espaço urbano, a sustentabilidade e o papel transformador da arquitetura na sociedade.

Rabi fez questão de agradecer a todos que colaboraram para tornar esse momento possível: a arquiteta Roseana Avellar, responsável por trazer os gibis até a escola; amiga e afilhada arquiteta que, mesmo morando fora do país, contribuiu para garantir os lanches da garotada.

Sua presença, também como um ex-aluno da Educação Pública, emocionou não só as crianças, mas todos os presentes. Ao revisitar o ambiente escolar com o coração cheio de memórias e generosidade, ele nos mostrou que a vida profissional também é feita de afetos e que educar é, antes de tudo, acreditar que cada criança pode construir seu próprio caminho com beleza, coragem e pertencimento.

Seguimos assim: transformando o cotidiano com experiências que inspiram, edificam e encantam!

20 julho, 2025

Formação para ESVs: mediando com empatia, escuta e intenção

Na última quarta-feira, realizamos em nossa escola uma formação dedicada a Educadoras Sociais Voluntários – ESV, com foco em um tema essencial para a construção de uma educação mais inclusiva: o papel do mediador no processo de aprendizagem.

A atividade foi cconduzida pelas professoras Helen Samara e Rosângela Diniz – nossa Tia Rosinha – a partir da apresentação "Sobre mim – mediação e cuidado na prática escolar", que guiou reflexões profundas sobre o que significa, de fato, mediar. O encontro contou com dinâmicas, trocas e estudos de caso, e teve como eixo principal a ideia de que mediar não é corrigir, impor ou substituir o estudante em suas tarefas, mas criar pontes para que ele aprenda com autonomia e dignidade.

Logo no início, os participantes vivenciaram a dinâmica “Na pele do outro”, uma experiência que os convidou a se colocarem no lugar dos estudantes com deficiência, vivenciando desafios semelhantes aos enfrentados no cotidiano escolar. Essa vivência despertou empatia e gerou perguntas potentes: Como me senti? Que estratégias me ajudaram? Como isso se conecta com meu papel como mediador(a)?

Ao longo da formação, foi reforçado que mediação é presença, não controle; escuta, não imposição. O trabalho do ESV é garantir que cada criança esteja envolvida de forma significativa nas atividades, superando barreiras sem apagar sua individualidade. Mais do que isso, é valorizar suas potencialidades, reconhecer suas formas próprias de aprender e fortalecer sua autonomia.

Estudamos também casos reais, como o de crianças com autismo, paralisia cerebral ou Síndrome de Down, refletindo sobre os desafios e construindo coletivamente estratégias para favorecer sua inclusão. Foi um momento rico de troca entre profissionais que, todos os dias, atuam com dedicação, criatividade e afeto.

Finalizamos com a certeza de que o mediador é um elo essencial entre o aluno e o conhecimento! É alguém que cuida, acolhe e, acima de tudo, acredita nas possibilidades de cada criança.

Aprender com as mãos na terra: uma vivência de cuidado, natureza e descobertas

Hoje, a turma do 4º ano do Ensino Integral, da professora Indianara Cabral, viveu uma experiência especial de aprendizagem em nossa escola. ...